História de vida

Oi, sou a Miriam, nascida aos 22 de outubro de 1971 na cidade de Palotina/PR. Filha de dona Neuza, cozinheira, e de seu Antônio, lavrador. Órfã de pai aos 5 anos de idade, minha mãe se viu sozinha na criação de dois filhos. Eu tenho um irmão 3 anos mais novo.

Deixamos o Estado do Paraná quando eu tinha 5 anos de idade e fomos para a Capital Paulista onde fiquei até os 8 anos de idade. Nos mudamos então para Campinas – SP, onde minha mãe entendia ter mais chances de emprego, apesar da pouca instrução, ela só tinha o primeiro grau. Junto com a cidade grande veio a preocupação com a segurança dos filhos e foi quando minha mãe decidiu me inscrever no internato “Aprendizado Doméstico Santana”.

No internato, as internas passavam a manhã com atividades domésticas e à tarde, estudávamos no Instituto Popular Humberto de Campos, no centro de Campinas. Saí do internato aos 11 anos de idade diante da necessidade de ajudar minha mãe na subsistência da família, que incluía também meu irmão mais novo, na época, com 8 anos. Meu primeiro emprego foi o de ajudante num Box Hortifruti. Depois disso, fui auxiliar de escritório, auxiliar administrativo, auxiliar de RH, sempre estudando em escola pública e dividindo o tempo de estudo com o trabalho.

Cursei o ensino médio na Escola Técnica Estadual Bento Quirino, me formando como técnica em contabilidade. E foi como técnica em contabilidade que eu me formei advogada. Viajei de Campinas a Piracicaba todos os dias entre os anos de 1991 e 1995.

Quase desisti do curso de Direito na UNIMEP, pois nós morávamos na periferia de Campinas onde o transporte era precário. Em dias de chuva, eu tinha que carregar um par de botas de borracha porque era certo que iria usá-las pra chegar até a minha casa, já que os ônibus não tinham como entrar no bairro. No terceiro ano da faculdade, fui morar com uma amiga e a família dela, num bairro de melhor acesso e mais próximo do centro da cidade de Campinas, o que me permitiu terminar a faculdade em 1995.

Passei no exame da OAB em 1996 e já em janeiro do ano seguinte iniciei o exercício da advocacia.

Me casei em 2000 e desta relação vieram os filhos Lucca e Leonardo, hoje, com 18 e 11 anos, respectivamente. No ano de 2004 conclui o curso de pós-graduada em Direito Tributário na modalidade MBA da FGV, mas não cheguei a atuar na área. Meu primeiro contato com a política começou em 2015 quando comecei a analisar o desempenho do mandato de vereadores e prefeitos nos últimos 10 anos em Campinas e a gravidade de acusações lançadas contra eles e me perguntei: onde eu estava quando esta gente se elegeu? E me dei conta do quanto fui omissa como eleitora e parei de reclamar, sai da indignação e comecei a atuar mais responsavelmente como eleitora e percebi que era preciso que eu conhecesse melhor sobre políticas públicas.

Participei então, do pleito para Conselheira no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em Paulínia e lá atuei de 2016 a 2020, onde me foi possível perceber o quanto se tem a fazer politicamente em prol das cidades e da melhoria de vida dos cidadãos. Há uma ineficiência gigante na fiscalização do legislativo sobre o executivo e eu fui me conscientizando disto e decidi ser uma agente da mudança.

Penso que é necessário perseguir mais investimentos em ações voltadas aos jovens e à família. O nosso futuro vai depender do bom uso do recurso público e da capacidade que tivermos para incluir os jovens no mercado de trabalho e de proteção às famílias. Penso também que a causa maior da desigualdade social é a falta de oportunidade e isto, especialmente no que diz respeito ao segmento da Educação. Meu lema é “uma boa formação faz uma boa nação!” Passei a maior parte de minha vida na escola pública e vejo que no Brasil há uma inversão de valores quando nos deparamos com o Estado garantindo a universidade pública e pouco valorizando a educação básica.

Garantir a qualidade de ensino na rede pública ao nível da escola privada é necessário. Isso é enfrentar a desigualdade. Eu não posso cuidar dos meus filhos se não me preocupar com os filhos de meus semelhantes. O que desejo pra mim e pra minha família desejo também para as outras famílias. Eu observo que a sociedade clama por mudança… e acredito que não há mudança sem transformação e a transformação passa necessariamente pela renovação.

Decidi ser protagonista da transformação que desejo para Campinas. Minha principal bandeira é a educação infanto-juvenil e meu principal projeto é o de realizar um Raio-X da Educação Municipal, levantando e lutando pela implantação do que for necessário para garantir que os recursos da Educação sejam gastos de forma eficiente, além de que seja eliminada a deficiência de vagas na creche-escola. Meu anseio é o de uma “Escola 100%” em número de vagas; qualidade de ensino e preocupada com a educação ambiental e financeira desde a primeira infância. E e se você, assim como eu, deseja um novo modelo de política para Campinas, siga-me e divulgue minhas ideias. Obrigada por sua atenção!

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